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Jumentologia: O Jumento e um altar ( Por Roni Evangelista)

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A Bíblia está repleta de tipos e nomes de animais, mas tem um que a sua história é bastante interessante: o jumento.

O jumento é famoso por sua grande resistência e pode ser encontrado em praticamente todo o planeta. No Brasil recebe também o nome de jegue, asno, jerico, dependendo da região do país.

 A Bíblia  o menciona por algumas vezes:

  • Na lei mosaica, o jumento é considerado um animal impuro, porque não rumina (Lv 11:26. Comp. 2Rs 6:25).
  •  Jumentos constituíram uma parte considerável de riqueza em tempos antigos (Gn 12:1630:431Cr 27:30Jó 1:342:12).
  •  Eles eram conhecidos por seu apego ao seu mestre (Is 1:3).
  •  Era proibido unir um jumento e um boi no arado (Dt 22:10
  • Foram montados  por Abraão (Gn 22:3), Balaão (Nm 22:21), pelo profeta desobediente (1Rs 13:23),pelos setenta da família de Abdom o juiz (Jz 12:14), Zípora (Êx 4:20), pela sunamita (1Sm 25:30).
  • Zacarias (Zc 9:9) predisse a entrada triunfal de nosso Senhor em Jerusalém, “cavalgando sobre um asno, e em cima de um jumento,  (Mt 21:5).

O jumento não podia ser usado para o sacrifício e quando o seu filhote primogênito era levado ao sacerdote, tinha que ser resgatado ou trocado por um cordeiro e se não houvesse resgate o infeliz levava uma cacetada na nuca e era morto.

Era descartado.

O jumento tem uma característica de ser teimoso, mas na verdade ao menor sinal de perigo ele empanca. Vemos uma jumenta  andando mais “por fé” do que por vista , tendo mais visão que um profeta( que deveria ter a visão) , salvando-o da morte.

Deus falou com a jumenta. Onde profeta é cego, Deus usa jumento.

Um jumento sendo instrumento para carregar lenha para um sacrifício de um homem chamado Isaque no monte Moriá. Interessante que havia dois homens, um jumento, a lenha e o fogo, mas não havia animal para o sacrifício. Mesmo em uma época onde não havia a Lei de Moisés proibindo que o jumento fosse usado para sacrifício o moço questiona seu pai: onde está o sacrifício e o seu pai responde que Deus providenciaria o cordeiro.

Mais uma vez o jumento é descartado!

O jumento não era digno de subir no altar, pois o altar era santo;

O jumento não podia ser sacrificado pela culpa, nem pelo pecado, nem como holocausto, nem oferta pacífica, tampouco de manjares.

Ele era EXCLUÍDO do serviço religioso mosaico.

O animal só servia para uma situação: carregar cargas devido sua força e resistência para trabalho pesados. Quando havia uma carga pesada para carregar não chamava o cordeiro, nem o boi, nem o cavalo, mas era o jumento que tomava vez.

Em alguma situação o jumento levava vantagem, a de não ser morto para cobria a culpa de ninguém como era feito do cordeiro, da ovelha e outros animais dignos do altar.

Certamente o jumento servia de transporte para os dízimos e ofertas dos judeus para o sacerdote no tabernáculo e posteriormente ao templo, mas ele só chegava  fora das cortinas. O cordeiro era que entrava.

Mais uma vez descartado!

No entanto, houve um momento na história desta espécie de asinino que ficou marcada na história da humanidade.

  • No caminho vinha um cordeiro (aquele que tira o pecado do mundo);
  • No caminho vinha um sacerdote (aquele que intercede pelas vidas dos homens);
  • No caminho vinha um rei (que reinará para todo o sempre);

O cordeiro era puro! O sacerdote era puro! O rei era puro!

Mandou  buscar um jumento, ou melhor o filho da jumenta (impuro para o sacerdote, para o cordeiro, para o rei, para  o altar etc). (Não sabemos se este era o primogênito daquela jumenta)

Não podia ser outro animal, pois a carga que ele iria levar era a mais pesada que um animal pode transportar: DEUS encarnado!

O descartado foi convocado, não para ser desnucado no templo, mas para oferecer seus lombos para levar o dono do Templo.

Aquele que não podia entrar além das cortinas, passou pelo altar, pela pia de bronze, avançou pelo lugar santo, passou pelo véu e serviu de trono para o Reis do Reis, que habita entre os querubins! GLÓRIA A DEUS.

O JUMENTO TRANSPORTOU O CORDEIRO!

O jumento que recua ao menor de sinal de perigo, não o fez diante de Jesus, pois ali não havia perigo algum. Mas Àquele que o seu jugo e suave e o seu fardo é leve.

Ficaria imaginando, se os sacerdotes contemplassem esta cena: um imundo carregando aquele onde não há impureza alguma.

 Como os objetos do templo eram santos e o que tocassem neles também se tornaria santo, ali estava o Santo dos Santos que utilizou de algo desprezível para mostrar a sua humildade e sua glória.

Com as devidas proporções, este jumento é uma figura típica do pecador.

“Destituído da presença de Deus”, “Fora dos filhos da herança”, “Condenados a morte eterna”.

Onde o Filho de Deus não usou “seus lombos” para o transportar , mas o seu coração para fazer nele morada. Nos santificou com a sua chegada.

Aquele jumento transportou Jesus até Jerusalém terrestre e chegará um dia em que o próprio Jesus conduzirá o “jumento” para a Jerusalém celestial.

Qual será a decisão do “jumento”: ser desnucado e morrer eternamente ou ser santificado e viver para sempre no prazer de DEUS?

Ficará mudo ou vai falar?

Bel, M. e Dr em Teologia

Não deixe de ler: VIDAS PECADORAS IMPORTAM(Sinful-Lives-Matter)

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