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sexta-feira , 12 julho 2024
Ciência e Tecnologia

Boeing Starliner segue dando dor de cabeça à NASA

Boeing Starliner segue dando dor de cabeça à NASA

A NASA tem uma caveira de burro enterrada no seu quintal, e ela atende pelo nome de CST-100 Starliner. A cápsula espacial da Boeing, Que estava há anos em desenvolvimento, apresentou um problema após o outro em sua primeira viagem de “sucesso”,  e mesmo agora, acoplada à Estação Espacial Internacional (ISS), continua a não querer cooperar.

A gente já sabia que a Starliner subiu com um vazamento persistente de hélio, que agora escapa de CINCO pontos diferentes, e após alguns de seus propulsores de manobra falharem, que voltaram a abrir o bico, durante a manobra de acoplagem.

Cápsula CST-100 Starliner durante manobra de acoplagem à ISS (Crédito: NASA TV/YouTube/Ronaldo Gogoni/Meio Bit) / boeing

Cápsula CST-100 Starliner durante manobra de acoplagem à ISS (Crédito: NASA TV/YouTube/Ronaldo Gogoni/Meio Bit)

Boeing não dá uma dentro faz tempo

A Starliner faz parte do Programa de Tripulações Comerciais (CCP) da NASA, assim como a Crew Dragon da SpaceX, e é voltada ao transporte de carga e astronautas para destinos em órbita baixa (LEO), como a ISS. Ambos projetos foram aprovados juntos, com a Boeing recebendo bem mais grana (e para realizar bem menos lançamentos) que a empresa aeroespacial de Elon Musk, em parte devido ao histórico e prestígio junto ao governo dos Estados Unidos.

Claro, deu ruim. A Boeing se enrolou por anos a fio, com direito a uma cápsula perdida no primeiro teste, peças voadoras, e tapas trocados com a Rocketdyne, fabricante das válvulas de combustível, por falhas em acionamentos, em que uma apontava o dedo para a outra. Já a SpaceX, mesmo com menos dinheiro e tendo que responder por um número maior de lançamentos, tem a Crew Dragon operacional desde 2020.

Em maio de 2022, alguns dos 28 propulsores de manobra, usados para ajustar a aproximação da Starliner em relação à ISS, deram pau durante um teste de aproximação da estação; na época, a Boeing afirmou ter realizado um procedimento de correção de software durante a missão, e o problema não deveria reaparecer.

O último teste, o primeiro tripulado, deveria ter sido realizado em 6 de maio de 2024, mas um vazamento de hélio persistente na Starliner, e um problema não relacionado envolvendo o foguete Atlas V, fizeram o teste ser adiado. A United Launch Alliance (ULA) resolveu o problema do seu lado, enquanto a Boeing continuava a bater cabeça, por não saber com precisão onde estava o problema.

Os técnicos rastrearam o vazamento até uma “mesa” de um dos propulsores de reação, em um dos 4 pods do módulo de serviço da cápsula, que segundo a Boeing, têm a forma de “uma casinha de cachorro”; a NASA inicialmente não queria arriscar, e decidiu que a cápsula não subiria até que o problema estivesse sanado.

Porém, a Boeing sabe-se lá como, conseguiu convencer a agência de que o escape de hélio era um percalço controlável, e assim, conseguiu aval para o teste em 5 de junho último. Em 30 de maio, um teste de ignição dos propulsores de reação resultou em 5 dos 28 falhando. Lembra do   reparo de software? Então…

Um reset fez com que 4 dos 5 voltassem a funcionar, mas mesmo com todos os sinais, a NASA permitiu o seguimento do teste de lançamento… e o óbvio aconteceu.

Durante a primeira tentativa de acoplagem, às 13:15 do dia 6 de junho, horário de Brasília, de 5 dos 28 propulsores outra vez deram pau, fazendo com que a Starliner perdesse a primeira janela de oportunidade. Um novo reset fez com que 4 deles voltassem mais uma vez a funcionar, e na segunda tentativa, ela se conectou à ISS às 14:34 do mesmo dia, mas não de maneira tranquila, com o astronauta Butch Wilmore tendo que recorrer ao controle manual, e com vários problemas de estabilidade.

Ah, sim, lembra do hélio vazando? Pois bem: a Starliner subiu com o primeiro ponto aberto, o que Boeing e NASA concordaram ser um cenário aceitável, mas durante a ascensão, dois novos pontos foram detectados, e após a acoplagem, mais dois. Isso mesmo, a cápsula está agora vazando hélio, usado na despressurização, de CINCO pontos diferentes.

O mais curioso é a NASA, uma agência nazista (sorry, not sorry) com a segurança, estar fazendo vista grossa para o problema, dizendo que a capacidade total de hélio da Starliner é o suficiente para 70 horas de voo, e só são precisas 7 horas entre a desacoplagem, reentrada, e pouso na Terra. Enquanto isso, os técnicos estão analisando uma suspeita de que uma válvula que isola o oxidante usado no Sistema de Controle de Reação (RCS), que ajusta a altitude através dos propulsores (os mesmos que deram chabú, não confunda com os principais, mais potentes) pode não ter sido fechada corretamente.

Se tudo correr bem (a essa altura, difícil dizer), a Starliner iniciará o procedimento de retorno na próxima terça-feira, 18 de junho, e independente do resultado, é certo que a NASA vai exigir uma revisão na cápsula de alto a baixo, antes de autorizá-la a voar de novo.

Enquanto isso, a Crew Dragon já conta com 8 missões bem sucedidas; a próxima, que levará mais 4 astronautas para a ISS, tem previsão de lançamento para agosto de 2024.

Fonte: NASA, Gizmodo


Por: Ronaldo Gogoni
Fonte/URL: https://meiobit.com/464380/boeing-starliner-problemas-nasa-vazamento-helio-falha-propulsores/

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